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Prof. Vitão - História - 7 Ano A e B

 

Apesar de todas dificuldades, muitos escravos no Brasil colonial se revoltaram contra a situação de escravidão. Ocorreram muitas fugas de escravos dos Engenhos de Açúcar onde eles viviam (muitas delas, com o uso de violência). Escravos fugitivos acabavam se “juntando” no meio de florestas e formando COMUNIDADES DE ESCRAVOS FUGITIVOS chamadas QUILOMBOS, que se tornaram um importante SÍMBOLO DA RESISTÊNCIA NEGRA CONTRA A ESCRAVIDÃO NO BRASIL.

Hoje, vamos conhecer um pouco sobre....

 

OS QUILOMBOS E A REISTÊNCIA DOS NEGROS CONTRA A ESCRAVIDÃO

 

Fugir de um Engenho de Açúcar não era fácil. Quando conseguiam, os escravos fugitivos se enfiam no meio do mato, bem longe das regiões dos Engenhos.

Lá, acabavam se encontrando com outros fugitivos e criavam as comunidades conhecidas como QUILOMBOS.

 

Selo de carta comemorativo ao Quilombo dos Palmares, o quilombo mais famoso (vou falar dele daqui a pouquinho).

 

Formado a partir da reunião de vários escravos fugitivos, um quilombo era sempre um tipo de comunidade bastante diferente das que foram criadas pela ação dos colonizadores portugueses. Os habitantes dos quilombos, chamados de “quilombolas”, participavam de todo o trabalho que envolvia a obtenção de alimentos e construíam pequenas oficinas onde fabricavam suas roupas, utensílios domésticos, ferramentas de trabalho e móveis. Tudo o que eles produziam era para uso dos habitantes do quilombo.

Mais do que uma simples comunidade, o quilombo era formado em locais de difícil acesso. Tal medida visava impedir a recaptura dos escravos fugidos. Geralmente, o quilombo também era organizado na proximidade de estradas para que os quilombolas pudessem assaltar os viajantes que por ali transitavam. Além de escravos fugitivos, também viviam nos quilombos vários índios, mestiços, homens brancos pobres, gente fugindo da justiça. Enfim, todo mundo que estava “lascado” na sociedade colonial era bem-vindo nos quilombos.

 


Negros fugitivos, brancos e mestiços pobres, índios.... todos eram bem-vindos aos quilombos.

 

Nos quilombos, os habitantes eram livres pra praticar a religião que quisessem.

Havia leis que todos deveriam seguir. O roubo, o homicídio e a deserção (trair os quilombolas) eram severamente punidos com a pena de morte. Ao mesmo tempo, os quilombos foram importantes para que traços diversos da cultura africana se mantivessem vivos em nossa própria cultura atual. Ritos, danças, pratos e expressões comuns ao território brasileiro são nitidamente influenciados pela cultura africana que sobreviveu nos quilombos.


 

Quilombo dos PALMARES

 

Um dos mais importantes quilombos do período colonial foi criado na serra da Barriga Verde, no estado de Alagoas. O Quilombo dos Palmares, formado no início do século XVII, abrigava uma série de quilombos menores e constituía uma grande comunidade integrada por milhares de pessoas.

Esse quilombo durou quase 100 anos. Quando ficou muito famoso, todos os senhores de Engenho se empenharam muito para destruí-lo, mas sempre perdiam. Nem com ajuda de soldados portugueses eles conseguiam destruir Palmares.


Todos os habitantes do Quilombo dos Palmares eram guerreiros na hora de defender sua comunidade contra os invasores.


Povo de Palmares lutando contra os invasores colonizadores

 

 

 

O período de maior força de Palmares foi sob a liderança de ZUMBI DOS PALMARES. Esse cara ainda hoje é um símbolo das lutas do povo negro.

 


Zumbi dos Palmares, líder do maior quilombo da História

 

Zumbi era um líder habilidoso. Sabia organizar seus comandados, chefiar uma comunidade de milhares de pessoas e organizar estratégias de luta.

Sua esposa, DANDARA, também era uma excelente guerreira. Manjava muito de CAPOEIRA, e quebrou pescoço de muitos soldados e capitães do mato.


Dandara dos Palmares

 

Entre 1692 e 1694, Senhores de Engenho contrataram o BANDEIRANTE PAULISTA DOMINGOS JORGE VELHO (na semana que vem, falarei quem eram os BANDEIRANTES), que foi contratado a um valor altíssimo para destruir o quilombo. A tropa de Domingos Jorge Velho foi formada por milhares de homens e até canhões.


Domingos Jorge Velho, o tiozinho que destruiu o Quilombo dos Palmares

 

O fim de Palmares aconteceu em 1694, quando a expedição de Domingos Jorge Velho destruiu Cerca Real do Macaco. Para se aproximar do quilombo, o bandeirante ordenou a construção de uma contracerca que permitiu a aproximação dos canhões da capital de Palmares. Cercado, o quilombo foi destruído e Zumbi fugiu.

Em 20 de novembro de 1695, o esconderijo de Zumbi foi denunciado, ele foi emboscado, morto, decapitado e sua cabeça foi exposta publicamente nas ruas de Recife. Sua esposa, Dandara, cometeu suicídio para “não dar aos inimigos o gosto de matá-la e poder morrer em liberdade”. As tropas portuguesas permaneceram na Serra da Barriga até meados do século seguinte, para impedir o ressurgimento de Palmares.

 

 

Hoje, Zumbi dos Palmares é reconhecido como SÍMBOLO DA LUTA DO POVO NEGRO. A data de sua morte (20 de Novembro) é FERIADO DA CONSCIÊNCIA NEGRA em várias cidades brasileiras (inclusive Piracicaba).

Bom, mas...... e os BANDEIRANTES?

Caaaaaaaaaalma.... semana que vem falo deles.

Beijos do Gordo, até logo, fiquem em casa (só saiam se precisarem muuuuuito) e se precisarem muuuuuuito sair, já sabem:


USEM MÁSCARA ATÉ PRA IR AO PORTÃO PEGAR TRINTA OVOS POR QUINZE REAUS!!!

 

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